Agnaldo Ribeiro  dos Santos, nasceu  e  cresceu em São Raimundo Nonato, com  34 anos de idade,  tem mais da metade  de sua vida dedicado a cultura  da região, pois desde  1992 realiza um excelente trabalho junto  ao Grupo  Culturart na  revitalização da cultura  local,  realizando pesquisa  e  espetáculos e oficinas. Formado  em Pedagogia com especialização em Psicopedagogia  e Educação,  Cultura e Meio Ambiente.  O educador  da rede  municipal, do projeto  SESC LER e  da UESPI. Já  escreveu  vários  roteiros  para teatro  dentre  estes   o caso  religioso,  e corações  em desespero  e mundo pequeno  foram as mais encenadas. Publicou três livros: Maluco  sou eu  ou nós?  Reino  do Chororó  e  Conflito no Sertão.

Além de escritor  e artista  popular, é diretor de peças teatrais, sendo o  Espetáculo  Folia de Reis um dos  trabalhos mais importantes na sua carreira  artística,  dirigido  por ele  a  6 anos  ainda  lhe  proporcionou  a experiência  de cantor  e  compositor.

 

 

09/01/10- Contando Historia

 

CULTURA ACIMA DE TUDO

CONTANDO HISTÓRIA

 

        Quem não ouviu narrativas dos contos de fadas, fábulas, histórias de encantamento, mitos e lendas? Mas para essas histórias chegarem aos nossos ouvidos e mexer com o nosso emocional, foi preciso ao longo dos tempos existir personagens que, sem eles seria impossível registrar tantas coisas fantásticas. Os contadores, figura muito importante e durante um longo período da existência humana, os responsáveis direto na preservação de muitos acontecimentos e fatos no decorrer da história.

Sem o protagonismo do contador, dando o seu toque pessoal, ora narrando o fato fielmente como aconteceu, ora exagerando, não existiriam hoje os mitos, lendas e crendices.

E como antes a informações não circulava com a rapidez de hoje e o acesso aos meios de comunicação não era para todos, contar história era um meio de repassar os valores de uma comunidade etc. O momento de contar e ouvir história, geralmente à noite após um dia de trabalho, era um lazer, valorizado por adultos e crianças.

As histórias contadas eram as mais diversas, desde fatos vivido no dia a dia, a bichos selvagens que atacava alguém ou a aparição de uma alma ou outro ser sobrenatural, etc.

É importante preservar essa prática de contar histórias para revitalização da cultura oral, valorização dos contadores das comunidades antigas, já que as histórias contam toda a cultura de uma época.

 

São Raimundo Nonato - PI

Colunista Agnaldo Ribeiro

MSN: agnaldors46@hotmail.com 
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