QUANTO VALE A CULTURA?
Na atualidade na cidade de São Raimundo Nonato existem mais de 15 grupos que revitalizam ou fazem permanecer a cultura popular com trabalhos de pesquisa, investimentos em capacitação, na área artística visando melhorias da qualidade dos espetáculos, oferta de aulas e oficinas de arte para a comunidade especialmente crianças, adolescentes e jovens. São entidades que promovem inclusão social e cultural formando novas platéias para produtos culturais existem reisados, balé folclórico e regional, rodas de São Gonçalo, contadores de causos, músicas da cultura popular, literatura de cordel, etc. tudo que promove a paz e levanta a auto-estima dos população que os assiste.
Mas na ocasião do aniversario da cidade alguns grupos foram convidados para apresentar seus espetáculos DE FORMA GRATUITA, como se não tivessem custos com figurino, adereços, etc.
Mas o discurso cultural de campanha ainda é dito. Que incentivo é esse? Existem Grupos com mais de 50 anos, outros mais novos a 17 anos que nunca receberam incentivo de gestores municipais. Quanto mais essa agora. Será que a cultura deve ser gratuita? Será que a cultura não vale nada? Ou é porque não existem verbas para a cultura desta cidade?
Gestores do estado organizadores da parte cultural do Global Rock Art, priorizaram pagar cachê para poucos grupos e dar ESMOLA de R$ 400,00 para outros. Isto é vergonhoso, um política cultural minoritária.
Acho que tanto num caso quanto no outro, existem uma pressão muito grande dos gestores públicos para transformar a cultura popular em cultura mercadológica é como se os grupos culturais tivessem que investir em bandas que cantam música de sentido pejorativo ou que incentiva a violência e as drogas com uma mulher seminua com uma dança sensual para ser valorizada e receber cachê que varia de três a dez mil reais. Isso sim e apoio e valorização da cultura. É OU NÃO É?
São Raimundo Nonato - PI
Colunista Agnaldo Ribeiro
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