A palavra é cultura
A palavra cultura tem vários significados, mas na particularidade do caso é um conjunto de características que define um povo, podendo ser material ou imaterial. A primeira são bens materiais, construções, moveis, obras de arte, etc. Já a segunda são as inquietações humanas; histórias, lendas, mitos, técnicas, crenças, etc.
Importa destacar aqui a cultura imaterial, po0is precisamos reviver as histórias contadas, enaltecer os contadores que sem o seu protagonismo, dando o seu toque pessoal, ora narrando o fato fielmente como aconteceu, ora exagerando, não existiriam hoje os mitos, lendas e crendices.
Na cidade de São Raimundo Nonato ainda precisa-se de gestor culto e interessado para investir nesse assunto.
Uma cidade que reproduz desfile dia 7 de setembro, promovendo escolas particulares sem o mínimo de respeito com a nossa cultura. É certo nesta época que rede pública e particular nunca se deram tão bem estereotipo pra lá, estereotipo pra cá, basta observar no rosto dos alunos para se perceber o quanto eles sabem o que “É” aquele momento.
Cultura é isso. Uma coisa forte que você quando vê se sente, toma parte se identifica, se alegra ao ver, participar, toca.
Mas tome cuidado tem muita cultura capitalista, selvagem ou não que nos são ofertadas dia a dia e muita gente absorve por falta informação ou por informação demais?
Qual a identidade cultural de São Raimundo Nonato? A política? Os políticos, o carnaval? A mistura de forro eletrônico droga com prostituição? Pense nisso!
Façam uma política cultural uma reciclagem começando pela instituição escola pública ou particular. Invistam na nossa cultura, reformulem o currículo. Isso é permitido por lei. Ao invés do Cabeça de Cuia que também é importante, ensinem nossas lendas gritador, pé – de – garrafa do que então bem próximas de nós do que os personagens da Disney pintados nos muros e corredores de algumas escolas.
Um dia ouvi falar na história do pé de garrafa.
Um homem estava esperando caça....
Lenda Regional
História do Pé de Garrafa
Um homem estava esperando caça dentro de uma roça. Viu sair aquele homenzinho baixo mais ou menos um metro de altura, só tinha um olho no meio da testa, só um buraco no lugar do nariz, e o corpo coberto de cascos. Ele observou aquele bicho no aceiro da roça, mirou a espingarda e atirou, a bala bateu no casco do bicho chega saiu fogo. Depois do tiro, o bicho marcou no rumo dele, ele saiu correndo e da carreira que vinha entrou em casa e caiu, de um ataque (desmaiou), o povo acudiu fazendo massagem, botando coisa pra ele cheirar. Quando ele veio em si (acordou), contou à história que tinha visto aquele homem de um metro de altura e quando atirava nela saia fogo. E esse bicho existe.
Relato de Benedito dos Santos, 68 anos.
São Raimundo Nonato - PI
Colunista Agnaldo Ribeiro
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