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Trabalhou em grandes escolas de informática, SENAC, Ebenézer Informática, Easycomp-Rio de Janeiro- RJ, Shalon Informática, Sindicato dos Trabalhadores Rurais Ministrando cursos básicos e avançados. Hoje desempenha manutenção em Pc’s, criação de portais, Web Design e serviços em geral na área de Informática na cidade de São Raimundo Nonato-PI, com amplo conhecimento na área que atua há 11 anos. |
INFORMÁTICA ACIMA DE TUDO
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São Raimundo Nonato-PI Colunista Gilvan Santos |
31/09/2010
- Clonagem
de sites é a nova onda na Internet:
31/08/2010
- A
massificação do uso de Certificados Digitais
31/07/2010
- Contratando
serviços de acesso à Internet
31/06/2010
31/05/2010
Clonagem de sites é a nova onda na
Internet:
Alvaro Teofilo (*)
A Clonaid, empresa fundada por Raelinos, membros de uma seita que
acredita que os humanos são uma criação de extraterrestres, prometia em
torno de março último, em seu site na Internet, a apresentação de Eve, a
criança que seria o primeiro clone humano. Curiosamente, a criança seria
apresentada justamente em São Paulo, no final do mês em que a notícia
estava veiculada.
A clonagem já está há algum tempo no centro das atenções das discussões
científicas. Ratos de laboratório tiveram orelhas enxertadas nas costas.
Uma ovelha foi apresentada como cópia exata de outro animal, mas morreu
há algumas semanas com indícios de velhice precoce. E alguém pegou a
idéia da Dolly e a levou para a Internet. Clones de sites de provedores
e bancos viraram moda na Internet. Em apenas três semanas apareceram
dois novos clones de sistemas bancários no Brasil. É interessante
discutirmos a contextualização desse fato, entender suas razões e suas
conseqüências.
O sistema bancário brasileiro é um modelo para o mundo. As tecnologias
utilizadas no Brasil são copiadas em vários países. O Sistema de
Pagamentos Brasileiro, que agilizou a liquidez do sistema bancário no
país é um case fenomenal de integração entre empresas poucas vezes
visto. Efetivamente podemos dizer que os grandes bancos se preocupam e
investem pesado em sistemas de segurança física e digital, o que inclui
o assunto no topo das preocupações no momento do desenvolvimento de seus
sistemas de banco eletrônico. Os próprios cidadãos estão ganhando cada
vez mais recursos: a senha do homebanking não é a mesma do cartão de
saque, e muitos bancos incluíram uma senha adicional como um passo
necessário para a autenticação no sistema, políticas de segurança
baseadas na melhores práticas do mercado foram implementadas, e num
futuro muito próximo Certificados Digitais assinados pelo ICP-Brasil
serão distribuídos por vários bancos para seus clientes, reduzindo de
vez as tentativas de fraude baseadas em adivinhação de senhas de pessoas
ou invasão aos sistemas.
Tendo todas essas dificuldades à frente, a opção para se efetuar fraudes
em sistemas bancários da Internet se tornou, então, a clonagem de sites.
Os sites clonados foram hospedados em dois lugares diferentes (um deles
dentro do Brasil). É incrivelmente fácil fazer isso, seja por meio do
uso de ferramentas que literalmente gravam todo o conteúdo de um site em
minutos em um computador, seja por intermédio do trabalho paciente de se
fazer a cópia de cada um dos elementos de uma página principal.
O processo começa por meio do registro de um endereço com um nome em
algum domínio parecido com o original. Em seguida, copia-se apenas a
página principal e algumas das funcionalidades do site original (alguns
links, inclusive, apontam para o endereço real), montando no site falso
apenas o necessário para receber um "cliente". Os criminosos enviam em
seguida um e-mail em massa (spam), para milhares de endereços
aleatórios, acreditando que muitos deles terão contas naqueles bancos. A
orientação dada pelo e-mail, na maioria dos casos, é o recadastro de
informações por "razões de segurança". E é óbvio, é sempre solicitada a
digitação de suas senhas. As senhas são então, depois de digitadas,
enviadas para os e-mails dos fraudadores.
As pessoas mais informadas podem se atentar ao fato de que receberam uma
solicitação de banco por e-mail - um canal de comunicação quase nunca
utilizado pelas instituições financeiras para se comunicarem com seus
clientes tratando esse tipo de assunto. Mas uma boa parcela responde ao
e-mail imediatamente, sempre preocupada em ter suas contas bloqueadas
por conta de uma falta da requisição "exigida pelo Banco Central", como
alguns e-mails descrevem.
Os fatores facilitam e encorajam indivíduos a criarem clones de sites de
bancos na Internet são intrínsecos. O primeiro é o risco calculado de
ser preso pelo crime. Será quase sempre difícil chegar à origem de um
indivíduo que hospede uma página em um país que, por exemplo, o Brasil
não tenha relações comerciais, ou cujo acesso e comunicação sejam
difíceis (por questões de língua, por exemplo). No caso último banco,
que foi a última vítima da tentativa de fraude, o site clonado está
localizado nas Ilhas Natal, na Austrália.
O segundo aspecto que está levando esses indivíduos a criarem os sites é
o retorno rápido que as fraudes podem trazer. Com a entrada no ar do SPB
- Sistema de Pagamentos Brasileiro - os bancos ligaram suas redes em uma
Extranet e transações eletrônicas como transferências de montantes acima
de R$ 5 mil podem ser feitas em questão de minutos, quase em tempo real.
Diferentes do tradicional "DOC Bancário", o TED - Transferência
Eletrônica Disponível - permite que valores altos possam ser
transferidos entre bancos diferentes em qualquer lugar do Brasil.
Como a possibilidade de aberturas de contas correntes com nomes falsos
ainda é uma realidade no mercado, seja no Brasil ou em qualquer outro
país, a fraude fica mais fácil de ser efetuada. Se alguém efetivamente
tiver acesso ao banco eletrônico de um cidadão, poderá efetuar uma
transferência de forma rápida, efetuar seu saque em uma agência bancária
e desaparecer para sempre.
Em contrapartida à ousadia dos fraudadores em criarem sites clonados
virtualmente perfeitos, podem existir em seus métodos falhas que podem
ajudar a polícia e o banco a encontrar seus autores. O próprio meio de
envio da informação para os clientes - o e-mail - poderá indicar a
origem da fraude, e o nível de sofisticação e conhecimento de quem a
montou é que facilitará ou dificultará sua investigação.
Tendo como base os históricos de fraudes bancárias que tiveram a
Internet como meio, podemos afirmar que nem sempre os envolvidos nos
crimes têm grandes conhecimentos em tecnologia. Há um caso antigo de uma
quadrilha que ligava para a casa das pessoas e um dos seus integrantes,
se passando pelo gerente do banco, oferecia novos serviços e produtos
com vantagens extremamente competitivas. A máxima de que "o cego
desconfia quando a esmola é grande" não foi lembrada por muitas pessoas
que, ao final da conversa com o "gerente", digitou em seu teclado do
telefone a senha de acesso ao sistema de homebanking, "para confirmar
que aceitara os serviços do banco" - exigência requerida pelo "gerente".
Tudo o que os fraudadores precisaram para efetuar a fraude foi uma folha
de cheque da vítima, seu número de telefone (obtido nas listas
telefônicas públicas) e boas técnicas de Engenharia Social. O resto da
estória já dá para imaginar.
Os crimes cometidos na Internet continuarão acontecendo, independentes
das proteções que estão sendo desenvolvidos em sistemas bancários. O ser
humano e sua falta de intimidade em tecnologia ainda continuará sendo o
elo mais fraco da corrente, apesar dos esforços dos profissionais em
campanhas sem fim sobre segurança e proteção. Os bancos terão cada vez
mais recursos no uso de autenticação forte, como os Certificados
Digitais, que permitirão que novos negócios sejam feitos na Internet, e
os criminosos também continuarão criando meios de explorar o lado mais
fraco no processo - as pessoas. O que esperamos é que a consciência
individual seja cada vez mais proporcional às melhorias e investimentos
que são feitas na área de segurança pelos bancos.
(*) Alvaro Teofilo é gerente de Segurança da Informação da Caixa Seguros
Fonte: Agência Brasil - Radiobrás
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