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Um pouco de mim: Gustavo de Oliveira Almeida, jovem de 19 anos, natural de Dom Inocêncio - Piauí. É colunista do AldeiaSRN.net desde 2009. Gosta de estar sempre atualizado. Ainda criança, já tinha os telejornais como programas preferidos na TV. Este espaço tem o propósito de abordar temas e fatos variados, diversos. Fatos que sejam do interesse de todos. Aqui abordaremos questões que dominam a atualidade, passagens históricas, acontecimentos de relevância, temas referentes a nossa sociedade, enfim, falaremos coisas supimpas, que despertam o interesse do amigo leitor! "Colunista do AldeiaSRN.net desde 2009, Gustavo de Oliveira Almeida é um jovem natural de Dom Inocêncio - Piauí." |
COTIDIANO ACIMA DE TUDO
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Gustavo Almeida São Raimundo Nonato - PI MSN: nota10guga@hotmail.com |
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03/01/12 - O ofício dos Puxa-sacos
O ofício dos Puxa-sacos
O poder é um grande atrativo, isso não se pode negar. Ter poder ou pelo menos estar constantemente perto de quem o detém costuma ser algo gratificante e até certo ponto rentável. Desde os primórdios os poderosos sempre tiveram no calcanhar pessoas que os seguiam para todos os lados e que os defendiam com unhas e dentes. Esses seguidores possuem características semelhantes, sendo geralmente pessoas que não conseguiram um meio de vida respeitado para viver com independência e então tiveram que achar alguma maneira fácil de apurar qualquer mixaria.
Dificilmente se encontra algum puxa-saco detentor de uma bela carreira profissional ou que pelo menos possua uma boa maneira de sobrevivência através do trabalho.Geralmente são pessoas vitimadas pelo insucesso e que almejam ganhar destaque no saco, ou melhor, nas costas dos poderosos. Muitos são desinibidos, conversadores, calculistas e constantemente atacam de cientistas políticos. É fácil perceber onde há presença de algum poderoso, se onde há fumaça há fogo, então onde há um aglomerado de puxa-sacos é porque há gente poderosa por perto.
Quando estão ao lado do “ídolo” eles se sentem nas nuvens, querem que todos os vejam ali ao lado do poderoso, para eles é algo deslumbrante. Chegam até a pensar que também exercem poder, pois estão o tempo todo tão próximos, se sentem aliados e não bajuladores. Mal sabem que para o povo eles são como gandulas em jogo de futebol, meros coadjuvantes. Ah, peço desculpas aos gandulas pela ofensa, pelo menos estes trabalham dignamente para viver.
É na política onde existe a maior quantidade de puxa-sacos, são muitos, cada um querendo ganhar mais notoriedade na arte de chupar, ou melhor, puxar o saco. No entanto, é preciso distinguir, com justiça, os trabalhadores dos bajuladores, há aqueles que realmente trabalham para poderosos, por isso os vemos freqüentemente com eles, mas somente à trabalho. Enquanto isso existem os sabujos legítimos, que ficam na retaguarda o tempo todo. Claro que também há alguns que se dividem nas funções de empregado e puxa-saco ao mesmo tempo.
No mundo da política eles têm uma utilidade enorme, até mesmo para a sociedade, pois são os responsáveis pela rápida disseminação de boatos e fofocas. Como se diz aqui pelo sertão, são os “leva-e-traz”. Ser puxa-saco pode até trazer certas facilidades, mas em contrapartida tem seus percalços, afinal eles sempre são olhados com desconfiança por aqueles que vivem do trabalho, somente do trabalho. Aonde tem puxa-saco o cuidado é redobrado, todos ficam de orelha em pé, pois a índole deles é audaciosa.
Existem aqueles que são arraigados ao poderoso que idolatra, mas também existem os que hoje brigam em defesa de um e amanhã já estão atrás do saco do outro. Existem aqueles que o poderoso aceita como puxa-sacos oficiais, até por certa necessidade, mas tem outros que se o poderoso pudesse dava um coice na testa, para deixá-lo em paz. Já estamos em 2012, um ano eleitoral, é tempo de colheita na roça dos puxa-sacos, felicidade total, pois dificilmente eles perdem a safra nesse período.
Com certeza os veremos aos montes espalhados pelas ruas, observando, discutindo, contando fofocas e advogando a favor do político do coração, estando ou não com a razão. Para eles vale tudo, só não vale puxar carroça ou enxada, então o jeito é puxar o saco.
Gustavo Almeida
Acadêmico de Jornalismo - UFPI
São Raimundo Nonato - PI, 03/01/12
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