Marcos Oliveira Damasceno, 27 anos, Escritor, Cronista, Memorialista, Historiador. Natural de Dom Inocêncio – PI. Doutorando em Filosofia Política, pela International University off Cambridge.

É autor de mais 05 livros: ‘João Rodrigues Damasceno: Meu Bisavô, Um Homem de Causas’, ‘Tiradas do Seu Celerino’, ‘Sociedade Informada: Artigos’, ‘Portal SRN: Um Convite, Um Aprendizado’ e Zé Grande: O Rei dos Vaqueiros).

Técnico Agrícola, pelo Centro Federal de Educação Tecnológica-CEFET, Estado do Pernambuco (Turma de 2000). Bacharel em Engenharia Agronômica, pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI (Turma de 2005). Extensão em Desenvolvimento e Comportamento Humano, pela Faculdade Internacional de Curitiba-FACINTER, Estado do Paraná. Extensão em Gestão em Administração e Marketing, pela Escola Superior Aberta do Brasil-ESAB, Faculdade Novo Milênio, Estado do Espírito Santo. Aperfeiçoamento em Planejamento Estratégico, Projetos Educacionais, Marketing na Gestão Empresarial, Gestão de Equipes, Práticas Pedagógicas, Vigilância Sanitária, Gestão Financeira, Gestão de Recursos Hídricos, pelo Portal Educação, Estado do Mato Grosso do Sul. MBA Profissional em andamento em Gestão Pública e Responsabilidade Fiscal, pela Escola Superior Aberta do Brasil – ESAB, Faculdade Novo Milênio, Estado do Espírito Santo.

CIÊNCIAS - POLÍTICAS  ACIMA DE TUDO

Colunista  Marcos Damasceno (escritor)

MSN: marcosdamasceno23@yahoo.com.br

 

01/08/2010 - Piauí, Terra Querida

01/07/2010 - A Educação E O Professor

O Poder da Leitura

 

Segundo o linguista francês Roland Barthes, ‘a primeira coisa a se fazer é desobrigar a leitura, sugerindo e motivando a leitura por prazer. Para isso não se pode propor a obrigatoriedade, mas motivar sem oprimir, deixando que a criança escolha o que queira ler’. As pessoas têm que descobrir que ler é divertido e construtivo. Como disse Emília Ferreiro: “Ante aos múltiplos desafios do futuro, a educação surge como um trunfo indispensável à humanidade na construção dos ideais de paz, liberdade e justiça social”.

Ainda Emília Ferreiro, ‘com ideais tão amplos alusivos à prática educativa não se pode esquecer que as pessoas têm estruturas de pensamentos diferentes. Cada um tem pontes que problematizam certa área. A diferença que contemplam, captam e transformam em conhecimento a partir da experiência pessoal. Deduz-se, então, que o que se tem nos grupos é a heterogeneidade de pensamentos. São mundos e realidades diferentes na cabeça de cada um. São conhecimentos diversos, modos diferentes de leitura de mundo que não podem deixar de ser levados em consideração, porque não se pode negar um ser já instituído: o indivíduo que deve se tornar sujeito da História’. É necessário que se instituam práticas onde a leitura esteja presente em todos os aspectos. Isso implica muitas atitudes... É levar para sala de aula jornais, revistas, rótulos, embalagens, receitas. A maior disponibilidade de materiais impressos para contato direto com os alunos. Não se forma leitores sem uso dessa prática cotidianamente em sala. Só se aprende a ler, lendo!

Novamente, Emília Ferreiro, uma das maiores especialistas do Brasil na temática, alerta: “Hoje se precisa ler para o aluno. Amanhã ele lerá sozinho através da mediação que fazemos entre esse e o objeto do conhecimento, no caso, a leitura. É válido reforçar que a zona de desenvolvimento proximal é a distância entre o que o indivíduo faz com a intervenção de outrem e o que pode fazer sozinho. O letramento só é possível se a prática de leitura, como: conto de histórias e extrapolação das mesmas com os alunos for diária... A leitura depende da mediação, depende da forma como é apresentada aos leitores em potencial. Se lhe é desvelado somente o caráter formal da leitura, sem significado, mera decodificação de símbolos; essa perde seu princípio fundamental que também é divertir, é forma de lazer, de adquirir conhecimento, além de informar”.

Não é redundância, mas necessidade de conotar ao professor novamente a relevância suprema de aproximar o aluno de fontes escritas para que eles percebam a função social e a utilidade da leitura, para que os alunos possam ter consciência de que esta é algo que ele vai dominar, não algo abstrato e que lhe provoque sensação de pânico. Isso acontece porque a leitura lhe é apresentada em pequenas partes que ele não compreende e não utiliza. É necessário abolir a ansiedade angústia dessas crianças que tentam adivinhar as palavras, mostrando-lhes a importância da compreensão, de pensar e questionar a leitura, tomando essa como construção de significados a partir do que o leitor busca, do conhecimento que já possui e do que sabe sobre a língua.

Cabe ressaltar, ainda, que a leitura não esteja restrita à escola. A linguagem é um objeto social, do qual o educando fará uso por toda sua vida. Não existe um processo real e estruturado que possa ser apreendido através de uma metodologia aplicada por um mediador. O que existe são mundos e realidades que estão nas mentes das pessoas que as interpretam conforme suas informações e experiências. Portanto, não existe um único método eficaz. A melhor metodologia é aquela que alcança o aprendiz nas suas especificidades. A aquisição da leitura é um processo muito complexo, e deve ser considerado como um dos fatores fundamentais e favorecedores de conhecimentos futuros, sendo uma ferramenta essencial, ou mesmo a estrutura mestra onde são alicerçadas as demais aquisições. É apoio para as relações interpessoais, para a comunicação e leitura de seu mundo interno e externo, sendo que quando um indivíduo não tem solidificado realmente suas cognições e estratégias de leitura, poderá tornar-se frustrado diante da educação formal.

Terá deficitário todo o processo evolutivo de aprendizagem, apresentará baixo rendimento escolar e pouco a pouco sua autoestima estará minada, podendo manifestar até reações de comportamento antissocial. Na sua prática diária procure algo que estimule seus alunos a aproximarem-se da leitura. Se gostarem de desenhar, estabeleça critérios para ilustração de textos e histórias inicialmente lidas pelo professor, frases e fragmentos de pensamentos abstraídos das histórias que escutam. Depois passarão a ilustrar aquilo que eles mesmos leem. Escrevam bilhetes para todos os funcionários da escola; para destinatários reais. A cada resposta, a vontade e o interesse pela leitura aumentam.

Desta maneira, as crianças vão desenvolver a autoconfiança, sentirem-se seguras para apreciar suas próprias produções e as de outrem e, a partir daí, a curiosidade por ler não se restringirá aos livros de história, mas envolverá tudo que os cercam. Através de atitudes simples, como a verificação da realidade e do que realmente tem significado para o aluno dentro de sua cultura geral, sua capacidade de comunicação, seu autodomínio, sua sociabilidade, suas expectativas em relação à leitura, aliando essas informações às mediações e intervenções significativas, coisas simples como cartas e bilhetes, ou criar um ambiente que convide à leitura podem se transformar em situações riquíssimas para aprendizagem.

As crianças não podem mais esperar condições favoráveis. Ainda que sejam muitas as adversidades, é preciso criar, inventar situações para progressos significativos em leitura. Ainda que não esteja só em nossas mãos o poder de melhorar o mundo, o educando deve sentir-se motivado e preparado para contagiar e contaminar sua realidade, procurando minimizar a distância entre o real e o ideal. O grande valor da leitura de histórias e outros gêneros, contados, dramatizados ou lidos, está no estímulo à capacidade criadora das crianças; no desenvolvimento da imaginação e na análise da sequência dos fatos. Também é condição fundamental para dar elementos para que a criança desenvolva seus próprios textos.

A leitura feita pelo educador constitui excelente meio para que a criança compreenda a necessidade e os propósitos da leitura, além de elucidar a pessoa que ainda não sabe ler, o que encontrará adquirindo habilidades em leitura; assim sendo, esse tipo de leitura desperta o gosto e o desejo de saber ler. As histórias contadas são bastante indicadas nas séries iniciais. A história contada tem mais enredos do que no papel. Elas criam uma atmosfera de mais afetividade e intimidade, oferecendo ao professor uma maior relação com seus alunos. O que é preciso conquistar, “centímetro a centímetro”, é a capacidade de ler, traduzir, aprender e criticar o texto proposto, pois ler significa refletir, pensar, estar a favor ou contra, comentar, trocar opinião. São essas questões que devem ser colocadas na interpretação de textos.

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Aos 16 anos de idade, já era líder estudantil no Pernambuco (1998-2000). Membro do Conselho Fiscal de uma Cooperativa-Escola, Estado do Pernambuco (2000). Estagiário do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER, Estado do Piauí (2005). Coordenador de Área de Risco da Secretaria Estadual de Defesa Civil – SEDEC, Estado do Piauí (2007 – 2008). Técnico Consultor do Consórcio Intermunicipal de Produção e Abastecimento da Região dos Cocais e Médio Parnaíba Maranhense - CINPRA, Estado do Maranhão. Instrutor da Federação da Agricultura e Pecuária – FAEPI, Estado do Piauí. Instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR, Estado do Piauí. Instrutor da Fundação Cantídio Rodrigues Rocha - FCRR, Estado do Piauí. Instrutor Credenciado do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE, Estado do Piauí.

Articulador da Juventude Popular Socialista – JPS municipal (nos anos de 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008). Presidente da Comissão Executiva do Diretório Municipal do PPS (Partido Popular Socialista), do Município de Dom Inocêncio – PI, sendo considerado o presidente partidário mais jovem do Estado do Piauí (2003-2005). Membro da Comissão Executiva do Diretório Estadual do PPS, Estado do Piauí, onde permanece até os dias atuais (2003). Presidente da Comissão Executiva do Diretório Municipal, pela segunda vez, do Partido Popular Socialista – PPS, do Município de Dom Inocêncio – PI, sendo considerado novamente o presidente partidário mais jovem do Estado do Piauí (2005-2007). Presidente de Honra do Partido Popular Socialista – PPS, do município de Dom Inocêncio – PI, sendo considerado o Presidente de Honra de um partido político mais jovem do Brasil (2007-2009). Colaborador do Instituto de Políticas Públicas Florestan Fernandes – IFF, Estado de São Paulo. Colaborador da Fundação Astrojildo Pereira – FAP, Brasília – DF. Atualização Política, pela Fundação Astrojildo Pereira – FAP, Brasília – DF (2008). Concorreu a cargo de Prefeito Municipal de Dom Inocêncio – PI, no ano de 2008, ficando em 3º lugar. Presidente da Comissão Executiva do Diretório Municipal do PPS (Partido Popular Socialista), do município de Dom Inocêncio – PI, pela terceira vez (2009-2011).

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