|
Segundo Anac Piauí só tem dois
aerportos regulares; equipe do JN não pode usar pista à noite
A fiscalização desses aeródromos também é deficitária. Muitos deles
estão fechados, mesmo assim recebem vôos, pousos e decolagens.
O Piauí tem apenas dois aeroportos em operação, um em Teresina e outro
em Parnaíba, o restante, até mesmo o de São Raimundo Nonato e Floriano,
não passam de aeródromos, segundo informações da Infraero e ANAC
(Agência Nacional de Aviação Civil), que fechou o escritório no Piauí.
Na lista de aeródromos catalogados no site da ANAC estão: Oeiras,
Paulistana, Picos, Guadalupe, Corrente, Cristino Castro, Gurguéia (Bom
Jesus), Cangapara (Floriano), São Raimundo Nonato, São João do Piauí e
Gilbués. Desses cinco estariam com as pistas fechadas e não poderiam
receber pousos ou decolagens, mas, durante o período eleitoral, estão
funcionando, com exceção o de Floriano, que está em reformas.
A fiscalização desses aeródromos também é deficitária. Muitos deles
estão fechados, mesmo assim recebem vôos, pousos e decolagens. O
aeroporto da Serra da Capivara, por exemplo, considerado de categoria
internacional, financiado com recursos públicos federais, é administrado
exclusivamente pelo Governo do Estado, que contratou uma empresa privada
para isso. Ainda não estaria homologado junto a Infraero.
A diferença entre aeroporto e aeródromo é exatamente a infra-estrutura
como iluminação na pista, reabastecimento, casa de passageiros, dentre
outros. Somente dois aeroportos estão aptos no Estado. São doze
aeródromos homologados e duas pistas privadas. Pelo menos seis pistas
estão fechadas, mas tem recebido vôos particulares.
O controle de trafego aéreo é feito pela Infraero, mas a fiscalização é
deficiente. A ANAC está agora centralizada no Rio de Janeiro. Na
Infraero, o superintendente Wilson Estrela, estava viajando a serviço
para o Rio Grande do Norte e ninguém está autorizado a dar informações à
imprensa. Segundo informações de pilotos, muitas pistas estão sem
condições de operações, estão esburacadas, tem mato, ou animais pastando
na pista. "Existem pistas homologadas e não homologadas. Não poderia ter
pousos ou decolagens, mas tem, principalmente nesse período de
campanha", comentou um dos pilotos.
Equipe do JN não pode usar pista à noite
O quadro do Jornal Nacional, da Rede Globo, JN no Ar, seria transmitido
ao vivo de São Raimundo Nonato, mas teve que ser de Petrolina (PE), por
falta de condições do aeroporto internacional da Serra da Capivara, que
não tem infraestrutura como iluminação noturna, só a pista. A equipe
deixou o avião Falcon 2000 em Petrolina e seguiram num Grand Caravan ,
uma aeronave menor, para São Raimundo Nonato. A equipe teve que retornar
antes do por do sol por falta de estrutura para dar condições de vôo.
O repórter Ernesto Paglia visitou o museu do homem americano, no Parque
Nacional da Serra da Capivara, e gravou reportagem para o JN. Os
trabalhos começaram às 9 horas hs de hoje. "Eu sempre tive muita vontade
de conhecer o Piauí. Estou impressionado com a preservação de tudo
isso", comentou.
O repórter fez a transmissão ao vivo da cidade de Petrolina, onde
existiam condições técnicas para fazer a transmissão, principalmente por
conta da falta de iluminação na pista. A reportagem do Jornal Nacional
mostrou obras inacabadas no município como o aeroporto que tem projeto
inicial de mais de 13 anos, desde 1997. Além do aeroporto foi mostrada
também a obra em andamento de saneamento no município. O projeto
educativo da Fundação do Homem Americano, que conseguiu levar o curso de
Arqueologia para o município e fazer inclusão social.
Ernesto Paglia não teve como fazer o ao vivo de São Raimundo Nonato por
conta da falta de estrutura técnica, como o sinal de internet no
município.
O projeto JN no Ar que visitar todos os estados do Brasil até o final do
mês. O JN no Ar começou no 23 de agosto. O destino é sorteado ao vivo na
bancada do Jornal Nacional, pelos apresentadores William Bonner e Fátima
Bernardes.
Fonte: Diário do Povo
|
|