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Data: 18/08/08 09:04
Projeto na CCJ do Senado prevê até
12 anos de prisão a pena por morte no trânsito
Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça do Senado deve
votar nesta quarta-feira (20) um projeto de lei que aumenta para
até doze anos de prisão a pena para motoristas responsáveis por
acidentes de trânsito que resultem em mortes, nas hipóteses em que
estejam embriagados ou participando de rachas.
O projeto de lei do Senado nº 613, de 2007, de autoria do senador
Cristovam Buarque (PDT-DF), altera o Código de Trânsito
Brasileiro, que tipifica como culposo (quando não há intenção de
matar) mortes provocadas no trânsito e prevê penas de um a três
anos de prisão, para considerar esse tipo de morte como crime
doloso (quando há intenção de matar), com penas que vão de quatro
a doze anos de prisão.
O projeto prevê, ainda, o imediato comunicado de morte no trânsito
a um juiz, para que ele determine a cassação da carteira de
motorista e a prisão do culpado. Se aprovado na CCJ do Senado,
onde tramita em caráter terminativo, o projeto segue para
deliberação da Câmara dos Deputados.
O presidente do Instituto de Segurança no Trânsito, José Augusto
Ferreira de Camargo, concorda com os objetivos do projeto de lei.
Segundo ele, somente se forem aumentadas as penas para motoristas,
que provocam acidentes com mortes, isso poderá reduzir o número de
mortes no trânsito. Para ele, as campanhas educativas são
necessárias, mas não têm o resultado esperado no curto prazo.
“Nós, que fazemos as campanhas educativas e projetos [de educação
no trânsito], vemos que elas [as campanhas] não estão sendo
suficientes a curto prazo. Creio que uma lei mais rigorosa vai
reduzir bastante o risco de acidentes graves e mortes,
principalmente [ocasionados] por motoristas embriagados”, afirmou
Camargo, em entrevista à Rádio Nacional. Camargo acredita que os
bons resultados da Lei Seca, vão servir de exemplo para os
senadores.
“Só de o motorista ter consciência de que a punição será mais
severa, ele terá mais cuidado, como já está ocorrendo desde a
aplicação da Lei Seca”, argumentou Camargo. Dados do Ministério da
Justiça indicam que o número de acidentes e de mortes causadas
pelo trânsito caiu entre 30% e 40%, com o início da Lei Seca, em
vigor desde meados de junho.
O presidente do Instituto de Segurança no Trânsito acredita que o
país terá um trânsito mais seguro quando os motoristas mudarem
velhos hábitos, como beber e depois dirigir. “Essa mudança de
hábito também passa pelo uso do cinto de segurança, da cadeira
para as crianças e as empresas colocarem air bag em todos os
carros”, exemplificou. “São equipamentos de segurança que precisam
ser bem utilizados”, concluiu Camargo.
Fonte: Diretamente da Redação com
informações de Ivan Richard
ABr
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